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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Poder,sucesso,dinheiro e corrupção

Corrupção e Poder


Enquanto um ex-presidente bufão, através de um assessor especial depoha nenhuma, já que não é mais presidente, declara à imprensa que está "iradíssimo" com o que considera injusta classificação do Brasil na 84ª posição em Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH; enquanto um bando de vândalos que se diz de estudantes invade, depreda, ocupa a reitoria da USP como forma de protesto pela presença da política militar no campus para assegurar a segurança daquela comunidade acadêmica, ao tempo em que isso os impede de fumar maconha.

Enquanto a imprensa genuflexa voluntária segue carimbando a ideia de que dona presidente não executa nenhum projeto de fato, desde que tomou posse, porque é "meticulosa" e vão cobrindo a sua incompetência administrativa e falta de interesse; enquanto vendem graciosamente a ideia de que a presidente é rigorosa no combate à corrupção que assola seu desgoverno, herdada do ExPirado que é cada vez menos ex, porque se vê obrigada a encenar pedidos de demissão de 5 ministros pela prática de corrupção, em 10 meses de mandato; enquanto o MEC dá mais um vexame na desorganização do ENEM e lá se vão expostas as fragilidades da educação numa ideologia totalitária de governo que sabe que, para se firmar, é necessário que não haja formação educacional de fato, exceto a de sua doutrina.

Enquanto tudo isso segue em paralelo, o modus operandi da promiscuidade entre o desgoverno da Idade das Trevas e as ONGs vai se descortinando, corroborado pela atuação flagrante de delito do governador do Distrito Federal, o petista ex-comunista do PCdoB, que foi ex-petista antes. Ali, no Esportegate que envolveu o caído Orlando Silva e diz respeito diretamente às operações nada abonadoras de Agnelo, está registrada uma das formas com que a corrupção foi sistematizada por essa gente, desde que ela aportou no poder. Replicada, ipsis litteris, Esplanada afora, vide Ministério do Trabalho, o penúltimo da vez. O último é sempre o próximo, que é certo que virá.

Todo dinheiro moral é racional. Aquele conquistado pela própria capacidade, esforço, coroado com a honestidade de quem apenas pretende obter, exclusivamente sem prejuízo de terceiros, o melhor para si e para os seus. Fora isso, qualquer outro é imoral e irracional. Mais, até. Qualquer dinheiro obtido fora da moral e da racionalidade, é fruto de atividade criminosa. Uma coisa puxa a outra: dinheiro para poder, poder para dinheiro, ambos para o sucesso e, sob a bandeira da estrela vermelha, o meio é a corrupção. Tudo gira em torno do vil metal, e da permanência do poder para mais adquiri-lo.

Assim que alçam à posição de poder, tornam-se dependentes dele. E da vontade da fortuna. Nada do que é descortinando, graças à parcela não-genuflexa da imprensa, aos nossos olhos, não se deve a outra coisa que não apenas à isso: obter dinheiro para si, direto da fonte inesgotável dele: os cofres públicos, de onde não para de brotar o resultado do recolhimento dos impostos do trabalho honesto, à beira da marca de R$ 1.3 trilhão de reais. É dinheiro demais, dando sopa. Essa ambição é um estado que cresce rapidamente, como as coisas da natureza, e cria raízes. Tronco e ramos são destruídos em algum temporal, como nos ministérios dos Esportes, Turismo, Agricultura, Transportes e Fazenda. Mas as raízes, longas, estão lá, sob a terra, segurando-os e pior, esparramando-os.

Não há apuração que baste. Não há demissão que baste. Não há punição que baste. Porque não há, a rigor, nada disso. Só nos são apresentados frágeis jogos de cena. E a cena segue livre para mais jogos de poder, de ambição pelo sucesso para obter mais dinheiro. Só temos jogos de corrupção. É o único, grande, verdadeiro espetáculo do crescimento nestepaiz. É tudo pelo dinheiro, mesmo. E só pelo dinheiro.

Arquivo:
OS ESPORTES E AS VERDADES
CORRUPÇÃO NA PRORROGAÇÃO

Fonte:
Veneno Veludo  http://bit.ly/vjWDcz 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Saúde, educação e renda colocam o Brasil atrás do Gabão, Sri Lanka e Uzbequistão no IDHADdad do PNU

O EDITOR

Segundo a pesquisa do PNUD 2011,  o IDH brasileiro despenca para 0,519 (desvalorização de 27,7%) quando são considerados indicadores que medem a desigualdade social. O IDHAD (Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade) combina o IDH com dados que levam em conta a equidade no acesso à saúde, educação e renda. Em situação de igualdade perfeita, o IDH e o IDHAD são iguais; quanto maior a diferença entre os dois, maior a desigualdade. Por esse cálculo, publicado pela primeira vez neste ano, o Brasil obtém a 73ª posição entre 134 países. 

O IDHAD brasileiro é inferior ao de muitas nações que estão atrás do país no ranking do IDH, como Gabão (com IDHAD de 0,543), Sri Lanka (0,691) e Uzbequistão (0,549). Nas duas primeiras posições do ranking do IDH, Noruega e Austrália também ocupam os dois primeiros postos na lista do IDHAD. Em terceiro lugar, porém, está a Suécia - que só ocupa a décima posição no ranking do IDH.  Já os Estados Unidos, que ocupam a quarta posição no ranking do IDH, despencam para o 23º posto na lista do IDHAD, principalmente devido à desigualdade de renda e, em menor grau, ao acesso à saúde. 

No Brasil, a desigualdade de renda também é a principal responsável pela perda de pontos no IDHAD, seguida pela desigualdade na educação e na expectativa de vida.  O Brasil também tem seu desempenho prejudicado quando a desigualdade entre homens e mulheres é levada em conta. Nesse quesito, o país fica na 80ª posição entre 146 nações. O ranking é liderado por Suécia, Países Baixos e Dinamarca e tem, nas últimas posições, Iêmen, Chade e Níger.
(Do Estadão)

domingo, 30 de outubro de 2011

O Brasil dos sem-Copa Por @maryzaidan

O Brasil dos sem-Copa
Por
@maryzaidan


Corrupção para todos os lados que se olhe. Regime de Contratação Diferenciado, que colide frontalmente com a lei 8.666, baliza para as licitações públicas, isenção total de impostos para gente da Fifa, fornecedores e cupinchas, e agora, dinheiro do FGTS, da conta do trabalhador, para bancar obras. Parece não haver limites para os descalabros feitos em nome da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. 
Enquanto isso, a infraestrutura do país apodrece.
Divulgada na semana que passou, a 15ª pesquisa sobre as estradas brasileiras feita pela Confederação Nacional dos Transportes é mais uma demonstração inequívoca disso. Em um país em que mais de 60% da carga e de 95% da população dependem de rodovias, 57,4% delas são péssimas, ruins ou, no máximo, regulares. Pouco mais de 12% são consideradas ótimas.
Ninguém precisa ser bidu para saber que as ótimas são administradas pela iniciativa privada. E que as 18 melhores são do Estado de São Paulo, campanha eleitoral sim outra também, acusado de cobrar pedágios exorbitantes.
Os críticos dizem que os pedágios pesam no custo Brasil, como se a falta de conservação nada custasse. E o custo vida? 8.516 vítimas fatais em 2010, 183 mil colisões, 15,5% a mais do que em 2009. Só em estradas federais. Impossível atribuir os dados apenas à imprudência.
Mas não basta concessionar. Ao fazê-lo, há de se fazer bem feito, fiscalizar. Algo cada vez mais difícil no desnorteado governo Dilma Rousseff. E pouco vale vangloriar-se de pedágios mais baixos quando as obras previstas em contrato sofrem frequentes atrasos.
Alerta da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), feito em 2010, apontou que trecho da BR-116 está próximo da saturação devido a obras que mal saíram das pranchetas desde 2003. Isso na Dutra, que liga o Rio a São Paulo, eixo fundamental para a Copa, quase o único que restou depois do conto de fadas do trem-bala e das sempre adiadas ampliações dos aeroportos, que não deverão passar de puxadinhos.
Na área urbana o caos não é menor. Os portos ditos turisticamente estratégicos – Santos, Rio, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza e Manaus – são só plantas arquitetônicas do que deveriam se tornar. Obra alguma começou. As de mobilidade, muito menos. Imagine-se nas cidades dos sem-Copa.
Enquanto isso, o governo Dilma se embrulha na corrupção, na inoperância, na falta de planejamento, gerência e comando. Parece esperar por milagres. E, ainda que aconteçam, estarão longe de dar respostas às urgências estruturais do país.
O atraso não é para 2014 ou 2016. O Brasil está atrasado para o Brasil.

Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, 

domingo, 23 de outubro de 2011

BELMIRO VALVERDE Aritmética da ingenuidade

BELMIRO VALVERDE
Aritmética da ingenuidade

Um leito hospitalar de alta complexidade custa para ser implantado mais ou menos R$ 400 mil. O que permite imaginar que 6 mil leitos poderiam ser construídos e equipados com o mesmo dinheiro que gastaremos na Copa
Essa história toda da Copa não para de piorar. O Brasil gastará R$ 24 bilhões de dinheiro público (o meu, o seu, o nosso) para sediar a Copa e está sendo pressionado para mudar leis e permitir que torcedores consumam bebidas alcóolicas dentro dos estádios, uma medida absolutamente indesculpável depois das frequentes brigas entre torcidas organizadas que resultam até em mortes, e dos acidentes envolvendo motoristas alcoolizados. A Fifa quer ainda que se proíbam os pipoqueiros e ambulantes de vender suas pipocas e seus churrasquinhos nas proximidades dos estádios (ou seja, na via pública de cidades brasileiras, supostamente governadas de acordo com leis próprias). A entidade está sendo isentada de qualquer imposto para que nos conceda a honra de patrocinar a competição. E quem é a Fifa? Uma organização privada, um negócio que pertence a seus donos, que quer lucrar com tudo o que faz (o que é razoável), no que é ajudada por uma legião de políticos e empresários simpáticos a ela, doidos para ajudá-la a lucrar (o que seria razoável se eles estivessem gastando seu próprio dinheiro, não o da pobre Viúva).
Com a distribuição dos jogos, acabou a ilusão de muita gente e, na prática, a cidade de Curitiba gastará R$ 800 milhões para ter a honraria de assistir a quatro partidas. É meio caro pagar R$ 200 milhões para assistir a cada partida da etapa eliminatória, mas é claro que os defensores da esbórnia logo argumentarão com o fato de que os investimentos feitos continuarão existindo depois do torneio. A questão não é essa, é outra: não havia nada mais prioritário a fazer com os R$ 24 bilhões?
Para tentar ajudar a responder, desenvolvi alguns exercícios da que poderia ser chamada de Aritmética da Ingenuidade, aquele tipo de conta que só os idiotas da objetividade como não consigo deixar de ser, as Polyanas e os crédulos incorrigíveis acreditam que deveriam guiar as decisões com dinheiro público. Para os detalhistas que quiserem conferir as contas, posso fornecer as fontes a pedido.
Um leito hospitalar de alta complexidade custa para ser implantado mais ou menos R$ 400 mil. O que permite imaginar que 6 mil leitos poderiam ser construídos e equipados com o mesmo dinheiro que gastaremos na Copa. Nada mal em um país em que doentes deitados no chão, acidentados sendo rejeitados nos hospitais por falta de vagas e doentes graves esperando horas e dias para ser atendidos em uma emergência passaram a ser um fato corriqueiro.
Com 55 mil dólares, R$ 100 mil reais por ano, você forma um PhD em medicina ou em engenharia em Harvard ou no MIT, duas das mais renomadas e mais caras escolas do mundo. O dinheiro da Copa poderia pagar pela formação completa de 6 mil profissionais de nível superlativo em termos de excelência acadêmica, o que certamente não faria mal em um país cuja melhor universidade mal consegue se classificar entre as 200 melhores do mundo apesar de estar localizada na oitava economia do planeta e a infraestrutura pública estar em frangalhos.
Baixando a bola (sem trocadilho) para campos mais modestos: estudos do MEC indicam um custo médio de mais ou menos R$ 3.500 por aluno-ano para uma escola fundamental de boa qualidade. Sejamos ambiciosos e dobremos esse valor para que as escolas possam pagar melhor seus professores, investir mais em bibliotecas, brinquedotecas, tecnologia de educação etc. Os R$ 24 bilhões das Copa permitiriam fazer isso para quase 7 milhões de crianças e adolescentes.
Um último exemplo, este em nosso quintal: o Centro de Educação João Paulo II, nossa querida escola construída e mantida por doações privadas para oferecer ensino de alta qualidade gratuitamente a crianças de baixa renda em Piraquara custou, para ser construída e equipada, menos de R$ 2 milhões. Com uma arquitetura de primeiro mundo (by Manoel Coelho, um craque completo) e uma tecnologia de ensino altamente atualizada. O dinheiro da Copa permitiria construir 12 mil João Paulos, atendendo 1,8 milhão de crianças com ensino integral ou extensão da jornada escolar para oito horas diárias.
Enfim, são contas ingênuas. Contas espertas são outras. E, afinal, não nos gabamos de nossa proverbial esperteza?
Belmiro Valverde Jobim Castor é professor do Doutorado em Administraçãso da PUCPR

Francischini propõe controle social dos recursos repassados a ONGs e Oscips

Francischini propõe controle social dos recursos repassados a ONGs e Oscips
Elizabete Castro Fale com o repórter
Anderson Tozato

Deputado federal Fernando Francischini visitou o GPP.
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) vai propor a criação de um portal na internet para exibição da movimentação financeira das organizações não governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips).

O projeto de lei, que Francischini apresentará na próxima semana, pretende criar um instrumento para a população fiscalizar a aplicação dos recursos públicos repassados a estas entidades por meio de convênios do governo federal.

Francischini observa que ONGs e Oscips estão no centro dos principais escândalos que eclodiram nos últimos tempos em Brasília sobre desvio de recursos públicos. “É o momento de aprovar uma proposta como essa porque existe uma pressão da opinião pública para que haja um controle dos recursos que vão para estas organizações”, justificou.

A proposta de Francischini é apresentar as prestações de contas de ONGs e Oscips em um portal de fácil acesso e compreensão da população. Neste espaço, o cidadão poderia cruzar informações e saber quanto foi repassado, para que entidade e de que forma os recursos foram aplicados, explicou Francischini.

O projeto também estabelece a obrigatoriedade de o governo publicar antecipadamente em jornais de grande circulação o extrato do convênio para a liberação dos recursos.

“Assim a população vai poder acompanhar e fiscalizar. Vamos criar uma espécie de Google da Transparência, com a publicação de notas fiscais e todos os documentos relativos ao uso dos recursos”, afirmou o deputado tucano.

A proposta será protocolada na Câmara dos Deputados no mesmo dia em que for marcado o depoimento do policial militar João Dias Ferreira, que acusou o ministro dos Esportes, Orlando Silva, de comandar um esquema de fraudes na pasta.

O policial militar, a mulher dele, Ana Paula Oliveira de Faria, e outras cinco pessoas são réus em processo na 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, acusados de desvios de recursos públicos do Ministério do Esporte, repassados por meio do programa Segundo Tempo a duas ONGs pelas quais o policial é responsável.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

MARCHA CONTRA CORRUPÇÃO - CIDADES CONFIRMADAS

MARCHA CONTRA CORRUPÇÃO - CIDADES CONFIRMADAS

 DIA 12 DE OUTUBRO ESTÁ CHEGANDO. JÁ É NA SEMANA QUE VEM.
 E, NESSE DIA VOCÊ SABE:

 TEM A NOSSA VOZ ECOANDO PELO BRASIL INTEIRO.

 AQUI ESTÁ A RELAÇÃO DOS LOCAIS ( ORDEM ALFABÉTICA ), ONDE ESTÃO AGENDADAS MANIFESTAÇÕES PARA O DIA 12:

 - CIDADES CONFIRMADAS até o Momento (ordem alfabética) -

 * Alfenas MG >>> ATENÇÃO: Alfenas terá dia diferente: 07 - OUT.
 Praça Getúlio Vargas em frente a Concha Acústica - 18:00 horas
 https://www.facebook.com/event.php?eid=169672183115867

 * Belo Horizonte MG >>> Praça da Liberdade até a Praça 7 - 14h.
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.mg

 * Brasília DF >>> Museu Nacional - 10h.
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.df

 * Curitiba PR >>> Santos Andradea em frente a escadaria da UFPR - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.pr

 * Florianópolis SC >>> Trapiche Beira-Mar - 14h.
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.sc

 * Fortaleza CE >>> Sairemos da Praça da Imprensa (Av. desembargador Moreira esq. com Antônio Sales) rumo ao Parque do Cocó - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.ce

 * Goiânia GO>>> Praça Cívica - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.go
 https://www.facebook.com/event.php?eid=262538590444394

 * Jaraguá do Sul - SC >>> Praça Ângelo Piazera - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.sc

 * João Pessoa PB >>> Busto de Tamandaré - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.pb

 * Recife PE >>> Praia de Boa Viagem - Av. Boa Viagem - Praça - 14h.
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.pe
 https://www.facebook.com/event.php?eid=163833413698856

 * Rio de Janeiro RJ >>> Praia de Copacabana - 14h
 http://www.facebook.com/groups/165828076824850/

 * Salvador BA >>> Concentraçao no Cristo da Barra e as 14h segue para o Palácio do Governador
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.ba

 * Santarém PA >>> Concentração em Frente a Prefeitura seguindo até o Forum - (17h).
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.pa.santarem

 * Santos SP >>> Parque da Independência - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.sp.santos

 * São José dos Campos SP >>> Vicentino Aranha - 16h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.sp.sjcampos

 * São Luiz MA >>> Praça do Pescador na avenida Litorânea - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.ma

 * São Paulo SP >>> Av. Paulista / MASP - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.sp

 * Teresina - PI>>> Praça da Liberdade - 14h
 e caminhada pela Frei Serafim a partir das 16h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.pi

 * Uberlândia MG >>> Praça Tubal Vilela - 14h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.mg.uberlandia

 * Vila Velha ES >>> Praia da Costa - 12h
 http://www.facebook.com/groups/nasruas.es

 OBS: AS CIDADES NÃO ESPECIFICADAS (maioria) CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 14H. COMO ESTÁ MARCADO, NÃO CONFUNDAM COM SAÍDA.

 Fonte: http://gentedecente.com.br/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Greve é só negligência

Bancários, Correios e Judiciário estão em greve nesta semana. Os afetados sofrem em silêncio, os trabalhadores ficam perplexos por que sequer são recebidos para discutir as reivindicações, e os patrões se fecham em copas para não serem chantageados. Que atraso de vida.

Greves, em geral, dizem respeito a distribuição de renda. Envolvem questões de poder, às vezes, e dignidade. Mas são sempre fruto de embates que a humanidade já deveria ter superado. Quase sempre envolvem arrogância - mormente da parte dos donos do dinheiro - e métodos arcaicos. Todos vão se acostumando com este mecanismo pobre, abrasivo e com um final humilhante.

Nem o PT, que agora está calejado dos dois lados do piquete, sabe o que fazer com isto. Lula diz que a greve de 1978 foi a mais importante, e se irritou, quando Presidente, com greves "contra ele". Companheiros, o que é isto, o que é isto companheiro?

Não se trata de ideologia política. Os trabalhadores chineses, em pleno "comunismo", começam a se mexer no sentido de paralisações.

A arma vital dos empresários sempre foi a de dizer que "se você não quiser trabalhar por este salário, tá cheio de gente aí fora querendo". Ou seja, quanto mais desemprego, melhor.

Depois da globalização, passou a ser uma questão de descobrir um novo país, mais miserável ("competitivo" no jargão da indústria) onde houvesse gente pobre e ávida por qualquer trabalho.

Estive na África do Sul nestes dias e conversei com gente que conhece bem o Sata, que virou Presidente da Zâmbia na semana passada. O Sata (que lembra bem os satinhas, que trabalham nos aeroportos brasileiros) foi carregador de bagagem em estação de trem e carrega ambições de um povo onde 44% ganha menos do que 48 reais por mês de salário. 48 reais! Ele tem vociferado contra os chineses, que têm minas no país e mantém condições análogas à escravidão em suas empresas, reclamação similar à de outros países africanos em relação aos indianos.

Ou seja, os novos BRICS são agora os imperialistas que acham sua própria mão de obra cara (salários médios de R$ 370 por mês) e estão criando empregos indignos na África.

Quando voltei de uma viagem pela Ásia e África em 1981 fiz uma palestra para a Federação das Indústrias do Ceará, onde dei a triste notícia de que "nem em miséria o Brasil era competitivo". Os corretores da pobreza estão sempre migrando. As alegações são sempre iguais (e pertinentes, infelizmente): o patrão diz que está criando emprego onde não havia renda nenhuma, o trabalhador aceita, por ora, as migalhas que lhe sobram, e o consumidor, à la Henry Ford, passa a fazer parte de uma sociedade onde pode comprar produtos e serviços que antes não alcançava. Triste roda gigante.

Hoje, o Brasil tem menos disto e aspira até a dar palpite para europeu, como Dilma fará na Bélgica. Mas tem embrenhado em seu caráter macunaímico a greve como uma inevitabilidade.
Não tem que ser assim. A Febraban, Correios (e Governo como um todo) dificultam o diálogo ao máximo, retardam e remetem o que podem à Justiça, na expectativa de que lá terão confusão ou parcialidade - os dois servem. Quando comecei a negociar greves de metalúrgicos havia um expediente da elite que era significativo o que ocorre quando o dinheiro manda na Justiça: o de pedir ao Judiciário que declarasse a greve ilegal. Daí, era um passo pequeno para chamar a polícia para desfazer o piquete. Hoje, há a figura da greve abusiva, e o pedido para que um juiz decida questões de livre trabalho.

Na essência, porém, toda greve é fruto de negligência. Falando de experiência própria, de quem via nas minhas empresas (em municípios diferentes) duas a três greves a cada ano nos anos 70 e início dos 80, há solução mais digna e construtiva.

Começa por ser transparente com os resultados. Contratamos o DIEESE para fazer uma cartilha para que os trabalhadores entendessem os números. Isto apavora o empresário e governo. Em seguida, nos dispomos ao diálogo à exaustão, e o reconhecimento de que um corpo de trabalhadores fixo e informado é vastamente superior à política de rotatividade contínua.

É apenas burrice achar que a troca de funcionários, por outros mais baratos, dá mais resultado. É só usar o mecanismo de participação nos resultados (iniciamos isto 31 anos atrás). Mas isto envolve ser aberto com os números.

Estamos, na empresa, perto de comemorar 30 anos sem uma greve sequer. E não é questão do ramo (na verdade, 4 ramos e 14 sindicatos), que promoveram ao menos 20 greves importantes neste período. É questão de dignidade e transparência. Nenhum trabalhador deve ser sub-estimado - é inteiramente capaz de entender preço, lucro e folha. No governo, sabe perfeitamente o que é um orçamento e um serviço público.

Como não se pode esperar que o trabalhador ou servidor inicie o processo de franqueza (não têm o que revelar) é passada a hora do patronato e governo sair de seu papel histórico de durão, e se abrir à conversa.

Não há embate de classes, poder ou dinheiro que não sucumba a uma tentativa de resolver tudo a quatro mãos. Ao invés da truculência. Estamos em pleno século 21, usando métodos do século 19. Pra frente, Brasil, pra frente.


Ricardo Semler, 52, é empresário. Foi scholar da Harvard Law School e professor de MBA no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Escreveu dois livros que venderam juntos 2 milhões de cópias em 34 línguas. Escreve às segundas-feiras, a cada duas semanas.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Partidos têm até 07/10  para filiações  

A corrida nos bastidores é intensa para garantir as filiações de todos que pretendem se candidatar a cargo eletivo nas Eleições 2012. O prazo final para se filiar a um partido político é o próximo dia 7 de outubro. A determinação está no calendário eleitoral já aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e prevê ainda outras datas importantes. Já o dia 14 de outubro, de acordo com um documento expedido pela Corregedoria Geral da Justiça Eleitoral, é o último dia para a submissão das relações de filiados pelos partidos políticos via internet. A identificação de erros, como as duplicidades de filiação ficam para os dias 15 a 19 de outubro, com a publicação oficial das relações oficiais de filiados estando marcada para acontecer no dia 19 do mês.

reforma política, deputado federal Henrique Fontana

Punição de partidos – O relator da reforma política, deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), apresentou na quinta-feira (29) uma série de mudanças em seu anteprojeto, cuja versão inicial foi divulgada em agosto. Após acolher diversas emendas enviadas pelos partidos, Fontana anunciou as mudanças para conseguir mais apoio à sua proposta, cujo principal eixo é o financiamento público exclusivo de campanha.

Entre as alterações está a redução do período de mandato dos senadores, de oito para quatro anos. Os senadores também terão a idade mínima para assumir o cargo, diminuída de 35 anos (como é atualmente) para 30 anos, como os governadores e vice-governadores.

O novo relatório prevê a realização de segundo turno para prefeito nos municípios que tenham mais de 100 mil eleitores – atualmente, essa possibilidade só ocorre em localidades com mais de 200 mil eleitores, segundo informa a reportagem de Rodrigo Bittar, do “Jornal da Câmara”.

Fontana reduziu de um ano para seis meses o prazo mínimo de primeira filiação partidária para que alguém possa se candidatar. A proposta mantém, no entanto, a possibilidade de o partido estabelecer em seu estatuto um prazo de filiação maior, como prevê a Lei 9.096/95.

Na nova versão do anteprojeto, Fontana ampliou a punição para os partidos que não cumprirem a determinação de aplicar uma parte do fundo partidário em programas de promoção e difusão da participação política das mulheres e dos negros. Segundo o relator, o partido que não respeitar essa norma será punido com a perda, no ano subsequente, de 10% da cota a que teria direito no fundo.

Atualmente, a lei determina que o partido que não cumprir a exigência em relação às mulheres deve acrescentar 2,5% do fundo partidário para essa destinação no próximo exercício. Fontana incluiu os negros entre os beneficiários dessas ações e alterou a punição prevista.

Em relação à raça, o texto determina ainda que o formulário de registro dos candidatos tenha o campo reservado, de preenchimento obrigatório, relativo à identificação de raça ou cor.
Tamanho das bancadas – Outra mudança prevista no relatório é o aumento da parcela de distribuição igualitária dos recursos do fundo partidário. O texto cria uma nova faixa de distribuição entre os partidos com mais de dez deputados federais.

Com a medida, 5% do fundo serão distribuídos igualitariamente a todos os partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); 10% vão ser distribuídos entre todos os que elegerem pelo menos um deputado federal; e outros 10% entre os que elegerem pelo menos 10 deputados federais. O relatório inicial de Fontana previa 5% para todos os partidos, e 15% para os que elegessem pelo menos um deputado federal.

A expectativa do relator é que os temas que podem ser aprovados na forma de projeto de lei sejam votados na comissão especial na próxima quarta-feira. Os assuntos que precisam tramitar na forma de PECs só iniciariam a tramitação posteriormente. “Minha ideia é apresentar uma PEC substitutiva global para ser votada logo depois dos projetos”, declarou Fontana.

Fonte: Ucho.Info

Participe #euvotodistrital abaixo assinado.

Olá,

Participo de um movimento chamado #EuVotoDistrital.

Uma mobilização de pessoas pela reforma política no Brasil.

Dentre todas as estratégias do Movimento, a principal é somar MUITAS assinaturas. Temos que ser um movimento de milhões.

Quero pedir a sua ajuda. Você pode nos ajudar a alcançar essa grande meta?

Primeiro passo é você assinar essa petição. Segundo passo é compartilhar com seus contatos.

www.euvotodistrital.org.br/assine

Fazer uma política diferente está em NOSSA capacidade de mobilizar cidadão por cidadão.

Acredite.

Em menos de um dia conseguimos mais de 1000 assinaturas.

Um abraço de engajamento

#euvotodistrital

domingo, 18 de setembro de 2011

Gente de bem, por: Mary Zaidan

Exatamente um ano atrás, Erenice Guerra, amiga do peito e sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil, deixava o Palácio do Planalto sob a acusação de tráfico de influência. Fechava, assim, o ciclo de dois mandatos do presidente Lula - um governo que pode se gabar de ser o protagonista do maior e mais sofisticado esquema de corrupção já engendrado no país.
De Waldomiro Diniz, flagrado em vídeo, em 2004, cobrando propina para financiar candidatos do PT e do PSB, a José Dirceu, definido pelo procurador-geral da República como “chefe da quadrilha”, ao reincidente Antonio Palocci, todos estão aí, livres, leves e soltos.
Erenice saiu esperneando, culpando o tucano José Serra, dizendo-se vítima de um candidato “aético e derrotado”. Entrou com um processo contra a revista Veja, que fizera as denúncias. Desistiu da ação em meados deste ano, depois de a Corregedoria Geral da União (CGU) imputar-lhe acusações idênticas às da revista.
Na prática, a amiga abraçada efusivamente por Dilma no dia de sua posse só recebeu mesmo duas condenações da Comissão de Ética da Presidência. Coisas que não servem para nada.
No governo Dilma, nem isso a Comissão de Ética e a CGU se deram ao trabalho de fazer.
Calaram-se frente a Antonio Palocci, pego novamente em suas estripulias, desta vez envolvendo a multiplicação estratosférica de patrimônio no mesmo ano em que coordenava a campanha da agora presidente.
Nem pensaram em agir quando as denúncias de roubalheira implodiram o Ministério dos Transportes, derrubando o aliado Alfredo Nascimento, do PR. Muito menos cogitaram investigar os outros dois ministros do aliado PMDB, Wagner Rossi, da Agricultura, e o serelepe Pedro Novais, que paga motel, governanta e motorista particulares com dinheiro público.
Homem que o seu padrinho, senador José Sarney, diz ter “reputação ilibada”, Novais já voltou para a Câmara dos Deputados, porto seguro para quem se locupleta.
Ao estilo de seu antecessor, que estimulou malfeitores ao passar a mão na cabeça de cada um deles, Dilma Rousseff também é um poço de perdão. Ainda que colecione o recorde de ministros demitidos por corrupção em apenas 100 dias, Dilma afaga um a um.
Com a caneta, usa o traje de faxineira tão bem visto pela sociedade e abominado pelos seus. Com palavras e gestos, adula cada um dos que demite e os partidos que os abriga.
“Minha base aliada é composta de gente do bem”, assegura a presidente. Mais do que uma afronta, a frase, dita em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, é um nocaute nos que ainda apostavam que Dilma tinha alguma intenção de zelar pela coisa pública.

Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan

sábado, 17 de setembro de 2011

Política sem política De Marco Antonio Villa

 
Política sem política
De Marco Antonio Villa
Publicado em O Estado de S.Paulo
 
Na História do Brasil republicano, Dilma Rousseff é a presidente que mais exonerou ministros em menos de um ano de governo. Mas, curiosamente, não identificou nada de anormal na sua administração. Como se as demissões por graves acusações de corrupção fossem algo absolutamente rotineiro. E ocorressem em qualquer país democrático. Todas as demissões seguiram um mesmo ritual: começaram por denúncias publicadas na imprensa e, semanas (ou meses) depois, quando não havia mais nenhuma condição de manter o ministro no cargo, este pedia para sair.

Na ópera-bufa da política nacional, isso passou a fazer parte do figurino. O fecho do processo se repete: é necessário também emitir alguma crítica genérica sobre a corrupção, sem identificar o destinatário. Na hora da posse do novo ministro, deve ser elogiado o antecessor (o elogio será mais extenso e efusivo dependendo de quão poderoso for o padrinho político do ministro). Semanas depois as acusações desaparecem em meio a um novo escândalo.

O Brasil foi, ao longo do tempo, esgarçando os princípios morais e éticos. Em 1954 chamou-se "mar de lama" a um conjunto de pequenas mazelas que envolviam a ação de Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas. Hoje Gregório seria considerado um iniciante, até um ingênuo. A corrupção permeia todas as esferas do poder e conta com o silêncio complacente do Judiciário.

Em meio a esta turbulência, a oposição não sabe bem o que fazer. Está paralisada. Na base governamental temos alguns senadores que manifestam - ainda que timidamente - algum tipo de independência, como os peemedebistas Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon. Vivem uma constante crise de identidade. Sentem-se envergonhados como membros de um partido marcadamente fisiológico, mas não assumem claramente uma posição oposicionista. Nesse contorcionismo perdem espaço e são usados pelo governo, como na tentativa de criar uma frente suprapartidária para dar apoio à presidente no combate à corrupção, que serviu para desviar as atenções da proposta de CPI. O mais estranho é que a presidente não só não pediu apoio, como não fez nenhum movimento de simpatia. Deixou, literalmente, os senadores com a vassoura na mão.

Do lado propriamente oposicionista, continua a triste batalha dostoievskiana. O ódio entre os seus principais líderes deixaria enrubescido o patriarca da família Karamazov. A disputa interna fratricida paralisa qualquer ação. Não há projetos partidários. É uma espécie de cada um por si. E todos se acham espertos. Atualmente, a maior das espertezas é buscar apoio do governo para ampliar o seu poder na oposição. Algo no terreno do fantástico e fadado, obviamente, ao fracasso. Contudo, durante algumas semanas, dá ao líder oposicionista uma aura de sagacidade.

Enquanto isso, o País assiste a espetáculos dantescos de malversação dos recursos públicos, à permanência da inépcia governamental e ao agravamento homeopático dos efeitos internos da crise internacional. Em qualquer país democrático seria um terreno fértil para a oposição. Mas não no Brasil. Aqui, o velho discurso reacionário de que fazer oposição é ser contra o País ainda é dominante. A oposição tem medo de ser oposição. Foge do confronto como o diabo da cruz. Deve sentir vergonha por ter recebido a confiança de 44 milhões de eleitores na última eleição presidencial.

Vivemos num ambiente despolitizado. E isso é adequado ao projeto petista de permanecer décadas no poder. Logo vai completar a primeira. E o partido já está fazendo de tudo (e sabemos o que significa esse "de tudo") para tornar esse plano viável. A figura do ex-presidente Lula é central para cimentar as alianças políticas e empresariais. Afinal, todos sabem que sem Lula o projeto cai por terra. Somente ele consegue dar coerência a uma base política tão heterodoxa, que vai de Paulo Maluf ao MST. Mas para isso, muito mais que o discurso, é indispensável manter uma taxa de crescimento que permita concessões aos mais variados setores sociais, conforme o seu poder de barganha. E aí é que mora o grande desafio do governo, e não na tímida oposição. 

São evidentes as diferenças e a qualidade da ação entre governo e oposição. Basta observar os movimentos dos dois últimos ex-presidentes. Lula sabe muito bem o que quer. Não para de articular um só minuto. E não perde oportunidade para atacar a oposição. Do lado da oposição, Fernando Henrique Cardoso parece que vive em outro mundo. Confundiu um elogio meramente protocolar da presidente Dilma com uma revisão ideológica do seu governo por parte dos petistas (que em momento algum foi realizada). Extasiado, não parou de elogiar a presidente e os "esforços" para combater a corrupção. Ou seja, um está atuando ativamente no presente para impor a qualquer preço o seu projeto, o outro está preocupado com o futuro, de como ficará o seu retrato na História.
Nesse ritmo, Lula vai coroando de êxito o seu projeto. Espera vencer as eleições municipais, especialmente em São Paulo. Com o triunfo deverá estabelecer um arco de alianças ainda mais amplo que o atual. É o primeiro passo concreto para retornar à Presidência em 2014 e permanecer, pelo menos, mais oito anos no poder. Caberá a Dilma continuar despachando como uma espécie de presidente interina, aguardando o retorno do titular.

E a oposição? Ah, esta lembra o Visconde Reinaldo, personagem de O Primo Basílio. Quando falava de Lisboa, sempre aguardava um terremoto, como o de 1755, que destruiu a cidade. Como não faz política, a oposição, espera também um terremoto: é a crise internacional. Mas, assim como o hábito não faz o monge, a crise, por si só, não fará ressurgir a oposição.

 
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