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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

História da Independência do Brasil

O feriado de sete de setembro comemora aindependência do Brasil e por isso é um dos feriados nacionais mais importantes do país. Embora a história oficial marque o dia 7 de setembro de 1822 como o dia da independência, alguns historiadores modernos sugerem que o processo da começou muito antes, tendo como um dos primeiros e principais detonadores a fuga da família real portuguesa ao Brasil em 1808, como conseqüência da Guerra Peninsular.
Com o comando do reino português sendo transferido para o Brasil, houve uma espécie de inversão metropolitana, pois, na prática, o Brasil deixava de ser uma mera colônia e passava a exercer plenamente as funções de metrópole. Essa inversão gerou um grande descontentamento em Portugal, que acabou culminando no segundo evento que ajudou a catalisar a independência do Brasil: a Revolução Liberal do Porto, em 24 de agosto de 1820.
Com a crescente tendência das cortes portuguesas em tornar efetivo o projeto de recolonizar o Brasil, em praticamente todas as províncias do país começaram a se ouvir clamores independentistas. Apesar das divergências entre a aristocracia rural e as camadas urbanas populares, a pressão sobre o príncipe regente para que se decantasse a favor da independência do Brasil crescia gradualmente. Até que, em 7 de setembro de 1822, após receber uma carta do seu pai na qual exigia que D. Pedro voltasse a Portugal e acatasse as ordens do rei e das cortes portuguesas, o príncipe regente percebeu que deveria tomar uma decisão importante.
Estando às margens do riacho Ipiranga, localizado na região onde se encontra atualmente o bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo, o príncipe regente expressou sua decisão bradando a famosa fraseIndependência ou morte!, ato que acabou ficando mais conhecido historicamente como o episódio do Grito do Ipiranga. Com esse ato simbólico, o longo processo de emancipação política do Brasil chegava ao seu ponto decisivo, levando Dom Pedro a ser aclamado imperador do Brasil em 12 de outubro de 1822 e coroado quase dois meses depois, em 1º de dezembro do mesmo ano, recebendo o título de D. Pedro I.
Hoje em dia, as comemorações do Dia da Independência do Brasil ocorrem em todo o território nacional, com a realização de desfiles, solenidades públicas, espetáculos musicais e diversos tipos de manifestações patrióticas.

Por
http://leandrobogarim.blogspot.com.br/?m=1

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Desempenho e medalhas do Brasil em todos os Jogos Olímpicos de Verão Confira abaixo os dados, estatísticas e nome dos medalhistas do Brasil nas Olimpíadas


Total de Medalhas do Brasil: 91
20 medalhas de ouro do Brasil
25 medalhas de prata do Brasil
46 medalhas de bronze do Brasil
Colocação no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos até 2008: 37º (37º até 2004)

Medalhas do Brasil em todos os Jogos Olímpicos de Verão
Jogos - Ouro - Prata - Bronze - Total - Posição
1920 Antuérpia - 1 - 1 - 1 - 3 - 15°
1924 Paris - 0 - 0 - 0 - 0-
1928 Amsterdã - não competiu
1932 Los Angeles - 0 - 0 - 0 - 0-
1936 Berlim - 0 - 0 - 0 - 0-
1948 Londres - 0 - 0 - 1 - 1 - 34°
1952 Helsinque - 1 - 0 - 2 - 3 - 25°
1956 Melbourne - 1 - 0 - 0 - 1 - 25°
1960 Roma - 0 - 0 - 2 - 2 - 40°
1964 Tóquio - 0 - 0 - 1 - 1 - 39°
1968 Cidade do México - 0 - 1 - 2 - 3 - 35°
1972 Munique - 0 - 0 - 2 - 2 - 41°
1976 Montreal - 0 - 0 - 2 - 2 - 41°
1980 Moscou - 2 - 0 - 2 - 4 - 18°
1984 Los Angeles - 1 - 5 - 2 - 8 - 19°
1988 Seul - 1 - 2 - 3 - 6 - 19°
1992 Barcelona - 2 - 1 - 0 - 3 - 25°
1996 Atlanta - 3 - 3 - 9 - 15 - 25°
2000 Sydney - 0 - 6 - 6 - 12 - 52°
2004 Atenas - 5 - 2 - 3 - 10 - 16°
2008 Pequim - 3 - 4 - 8 - 15 - 23º
2012 -
Total - 20 - 25 - 46 - 91 - 37°

Medalhas do Brasil por esporte em todos os Jogos Olímpicos de Verão
Esporte - Ouro - Prata - Bronze - Total
Vela - 6 - 3 - 7 - 16
Vôlei - 5 - 7 - 4 - 16
Atletismo - 4 - 3 - 7 - 14
Judô - 2 - 3 - 10 - 15
Natação - 1 - 3 - 7 - 11
Tiro - 1 - 1 - 1 - 3
Hipismo - 1 - 0 - 2 - 3
Futebol - 0 - 4 - 2 - 6
Basquete - 0 - 1 - 4 - 5
Boxe - 0 - 0 - 1 - 1
Taekwondo - 0 - 0 - 1 - 1
Total - 20 - 25 - 46 - 91

Curiosidades do Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão
• O Brasil estreou nas Olimpíadas nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, Bélgica, em 1920.
• O primeiro medalhista brasileiro foi Guilherme Paraense em 1920 com a medalha de ouro de Tiro, evento Pistola Rápida.
• Desde a sua primeira participação o Brasil deixou de enviar atletas apenas nos Jogos Olímpicos de 1928, devido à crise financeira da época.
• Em 1932, Maria Lenk foi a primeira mulher atleta do Brasil a disputar uma Olimpíada.
• A melhor colocação do Brasil no Quadro de Medalhas das Olimpíadas foi na sua primeira participação. Em 1920 o Brasil ficou em 15º lugar. Entretanto, o maior número de medalhas foi conseguido nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. O Brasil conquistou 3 medalhas de ouro, 3 de prata e 9 de bronze, totalizando 15 medalhas. O Brasil conquistou 5 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, maior número de medalhas de ouro para o país numa mesma edição olímpica.
• Apesar do pentacampeonato no futebol, a seleção brasileira jamais conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. O Brasil bateu na trave em 1984 e 1988. Nestas duas ocasiões a Seleção ganhou a medalha de prata. Em 1996, o Brasil conquistou a medalha de bronze. Mauro Galvão e Dunga foram prata em 1984. Taffarel, Andrade, Jorginho, Bebeto e Romário foram destaques em 1988 e Dida, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Bebeto, Rivaldo ajudaram a conquistar o bronze em 1996.
• Com 14 medalhas conquistadas, sendo 6 de ouro, a Vela é o esporte com mais medalhas no total e de ouro do Brasil nas Olimpíadas.
• As duas estrelas douradas do escudo do São Paulo Futebol Clube representam os recordes mundiais e olímpicos conquistados por Adhemar Ferreira da Silva nas olimpíadas de Helsinque, em 1952, e nos Jogos Pan-Americanos do México, em 1955.
• Com a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, Ketleyn Quadros entrou para a história do Brasil nas Olimpíadas. Ketleyn Quadros se tornou em 11 de agosto de 2008 a primeira mulher a ganhar uma medalha olímpica em esportes individuais.

Destaques do Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão
• Guilherme Paraense - primeiro medalhista e primeiro medalhista de ouro
• Maria Lenk - primeira mulher atleta do Brasil a disputar uma Olimpíada.
• Adhemar Ferreira da Silva - bicampeão olímpico.
• Aurélio Miguel - primeiro medalhista de ouro olímpico do Brasil no judô
• Seleção de Basquete Masculino de 1948 e 1960
• Seleção de Vôlei Masculino de 1984, 1992 e 2004
• Marcos Soares, Eduardo Penido, Alexandre Welter, Lars Sigurd Björkström, Torben Grael, Robert Scheidt Marcelo Ferreira - destaques da Vela
• Emanuel Rego e Ricardo Alex Santos
• Adriana Behar e Shelda Bede
• Tetsuo Okamoto, Ricardo Prado, Fernando Scherer e Gustavo Borges
• Joaquim Cruz e Robson Caetano
• Rogério Sampaio - ouro no meio leve de judô em 1992
• João Carlos de Oliveira (João do Pulo)
• Servílio de Oliveira
• Rodrigo Pessoa
• Jaqueline Silva, Sandra Pires, Adriana Samuel e Mônica Rodrigues - dobradinha nas medalhas de ouro e prata no vôlei de praia feminino em 1996
• Vanderlei Cordeiro de Lima - em 2004, após ser atacado por um fanático religioso quando liderava a maratona no 36º quilômetro. Vanderlei retornou a prova e conquistou heroicamente a medalha de bronze.
• Com a medalha de bronze nos 100m livre em Pequim 2008, César Cielo conquistou a 10º medalha para a natação do Brasil nos Jogos Olímpicos e a 80º medalha brasileira nas Olimpíadas. César Cielo conquistou a primeira medalha de ouro para a natação do Brasil nos Jogos Olímpicos nos 50m livre.

O Brasil já sediou os Jogos Olímpicos?
O Brasil será sede de sua primeira Olimpíada em 2016. O Rio de Janeiro foi é a cidade escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Os Jogos Olímpicos de Verão de Pequim 2008 (Jogos da XXIX Olimpíada) foram realizados em Pequim, China, entre 6 a 24 de Agosto de 2008. Acompanhe o desempenho dos atletas e o quadro de medalhas do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim.

Saiba mais:
• Perfil do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008

Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres 2012
Os Jogos Olímpicos de Verão de Londres 2012 (Jogos da XXX Olimpíada) serão realizados na Inglaterra, Reino Unido, entre 27 de julho a 12 de agosto de 2012. Acompanhe o desempenho dos atletas e o quadro de medalhas do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres.

Saiba mais:
• Perfil do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres 2012

Lista de atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Confira a lista oficial dos atletas que representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. O Comitê Olímpico Brasileiro divulgou em 24.07 os nomes dos 277 atletas que disputaram 32 modalidades em Pequim. Esta foi a maior participação de atletas do Brasil em Jogos Olímpicos. A participação de atletas mulheres também é recorde (132 atletas brasileiras em Pequim). Até então, a maior participação de atletas do Brasil numa mesma Olimpíada foi nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004. O Brasil foi representado por 247 atletas (122 mulheres e 125 homens) em 28 modalidades.

• Atletas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008

Lista dos atletas do Brasil que ganharam medalha nos Jogos Olímpicos de Verão
Olimpíada - Atleta - Evento - Medalha
Medalhistas do Brasil - Antuérpia 1920
• Guilherme Paraense - Tiro: Pistola Rápida - Ouro
• Afrânio da Costa - Tiro: Pistola Livre - Prata
• Afrânio da Costa, Guilherme Paraense, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade. - Tiro: Pistola Livre (Equipes) - Bronze

Medalhistas do Brasil - Londres 1948
• Basquete Masculino (Alberto Marson, Alexandre Gemignani, Alfredo Rodrigues da Mota, Affonso de Azevedo Évora, João Francisco Brás, Luís Benvenuti, Marcus Vinícius Dias, Massinet Sorcinelli, Nilton Pacheco de Oliveira, Ruy de Freitas e Zenny de Azevedo) - Basquete - Bronze

Medalhistas do Brasil - Helsinque 1952
• Adhemar Ferreira da Silva - Atletismo: Salto Triplo - Ouro
• José Telles da Conceição - Atletismo: Salto em Altura - Bronze
• Tetsuo Okamoto - Natação: 1500m livre - Bronze

Medalhistas do Brasil - Melbourne 1956
• Adhemar Ferreira da Silva - Atletismo: Salto Triplo - Ouro

Medalhistas do Brasil - Roma 1960
• Basquete Masculino (Edson Bispo, Moyses Blas, Waldemar Blatkauskas, Zenny de Azevedo, Carmo de Souza, Carlos Domingo Massoni, Waldyr Geraldo Boccardo, Wlamir Marques, Amaury Antônio Pasos, Fernando Pereira de Freitas, Antonio Salvador Sucar, Jatyr Eduardo Schall) - Basquete - Bronze
• Manoel dos Santos - Natação: 100m livre - Bronze

Medalhistas do Brasil - Tóquio 1964
• Basquete Masculino (Amaury Antônio Pasos, Wlamir Marques, Ubiratan Pereira Maciel, Carlos Domingo Massoni, Friedrich Wilhelm Braun, Carmo de Souza, Jatyr Eduardo Schall, Édson Bispo dos Santos, Antônio Salvador Sucar, Victor Mirshawska, Sérgio de Toledo Machado, José Edvar Simões) - Basquete - Bronze

Medalhistas do Brasil - México 1968
• Nelson Prudêncio - Atletismo: Salto Triplo - Prata
• Servílio de Oliveira - Boxe: Peso Mosca - Bronze
• Reinaldo Conrad e Burkhard Cordes - Vela: Flying Dutchman - Bronze

Medalhistas do Brasil - Munique 1972
• Nelson Prudêncio - Atletismo: Salto Triplo - Bronze
• Chiaki Ishii - Judô: Meio Pesado - Bronze

Medalhistas do Brasil - Montreal 1976
• João Carlos de Oliveira - Atletismo: Salto Triplo - Bronze
• Reinaldo Conrad e Peter Eicker - Vela: Flying Dutchman - Bronze

Medalhistas do Brasil - Moscou 1980
• Marcos Soares e Eduardo Penido - Vela: 470 - Ouro
• Alexandre Welter e Lars Sigurd Björkström - Vela: Tornado - Ouro
• João Carlos de Oliveira - Atletismo: Salto Triplo - Bronze
• Jorge Fernandes, Marcos Mattioli, Cyro Marques e Djan Madruga - Natação: 4x200m - Bronze

Medalhistas do Brasil - Los Angeles 1984
• Joaquim Cruz - Atletismo: 800m Rasos - Ouro
• Futebol Masculino (Gilmar Rinaldi, Ronaldo Silva, Jorge Luiz Brum, Mauro Galvão, Ademir Roque Kaefer, André Luiz Ferreira, Paulo Santos, Dunga, João Leiehart Neto, Aguilmar Oliveira, Silvio Paiva, Luiz Dias, Luiz Carlos Winck, David Cortez Silva, Antônio José Gil, Francisco Vidal, Milton Cruz) - Futebol - Prata
• Torben Grael, Daniel Adler e Ronaldo Senfft - Vela: Soling - Prata
• Douglas Vieira - Judô: Meio Pesado - Prata
• Vôlei Masculino (Bernardo Rocha Rezende, Xandó, Antônio Ribeiro, José Montanaro, Rui Campos Nascimento, Renan Dal Zotto, William Carvalho da Silva, Amauri Ribeiro, Marcus Vinícius Freire, Domingos Lampariello Neto, Bernard Rajzman, Fernando de Ávila) - Prata
• Ricardo Prado - Natação: 200m medley - Prata
• Walter Carmona - Judô: Médio - Bronze
• Luis Onmura - Judô: Leve - Bronze

Medalhistas do Brasil - Seul 1988
• Aurélio Miguel - Judô: Meio Pesado - Ouro
• Joaquim Cruz - Atletismo: 800m Rasos - Prata
• Futebol Masculino (Taffarel, Jorge de Amorim Campos, João Santos Batista, Ricardo Raimundo, Ademir Roque Kaefer, Valdo Cândido, Geovani Silva, Edmar Bernarder dos Santos, Hamilton de Souza, Romário, José Araújo, André Cruz, Luiz Carlos Winck, Aloísio Alves, Milton de Souza Filho, José Ferreira, Sergio Donizete Luiz, Andrade, Bebeto, Iomar Nascimento, Nelson Kerchner) - Futebol - Prata
• Torben Grael e Nelson Falcão - Vela: Star - Bronze
• Lars Grael e Clinio Freitas - Vela: Tornado - Bronze
• Robson Caetano - Atletismo: 200m Rasos - Bronze
• Rogério Sampaio - Judô: Peso Meio Leve - Ouro

Medalhistas do Brasil - Barcelona 1992
• Vôlei Masculno (Marcelo Negrão, Jorge Édson, Giovane Gavio, Paulo André Silva, Maurício Lima, Janelson Carvalho, Douglas Chiarotti, Antônio Carlos Gouveia (Carlão), Talmo Oliveira, André Felippe Ferreira, Alexandre Samuel (Tande), Amauri Ribeiro) - Vôlei - Ouro
• Gustavo Borges - Natação: 100m Livre - Prata

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

VOTO SECRETO: A PORTA DA IMPUNIDADE

VOTO SECRETO: A PORTA DA IMPUNIDADE

Flagrada num vídeo de 2006 recebendo R$ 50 mil do Mensalão do DEM, Jaqueline Roriz acabou sendo absolvida pelos colegas de plenário, em votação secreta

Ele está presente na lei desde a Constituição do Brasil Império (1822-1889), quando podia ser usado "a bem do Estado". Em 1932, teve seu poder ampliado para todo momento em que o parlamento fosse deliberar sobre vetos e contas do presidente da República. Como ato final nos tempos atuais, pôs no anonimato 265 parlamentares que livraram a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN/DF) da cassação.

O voto secreto também é um direito previsto nos regimentos da Câmara dos Deputados e do Senado. Mas segundo especialistas, o mecanismo que antes respaldava o Poder Legislativo do assédio do Executivo hoje tem sido usado, majoritariamente, para esconder da sociedade os vícios do parlamento.

"O voto secreto foi criado para proteger os deputados e senadores da pressão do Executivo, em casos de derrubada de veto, por exemplo. Mas hoje isso é usado para encobrir a pessoa que não quer tornar públicos seus erros. Por isso, ele se tornou um mecanismo equivocado", avaliou Jovita José Rosa, diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que tem sede em Brasília.

O voto secreto é obrigatório quando forem votadas as aprovações prévias de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), da presidência e diretoria do Banco Central, por exemplo. A votação em sigilo também é determinada quando estiver em jogo a perda de mandato de um parlamentar, a rejeição de um veto presidencial ou, ainda, uma deliberação a respeito de crime inafiançável cometido por deputado ou senador.

EXISTE EX-CORRUPTO?
Críticas surgem quando o mecanismo é evocado para abafar casos polêmicos. No esquema do Mensalão, por exemplo, dos 15 deputados processados por quebra de decoro, 12 tiveram cassação recomendada pelo Conselho de Ética - em votação é aberta. Desses, apenas três foram cassados no plenário, com voto sigiloso, entre eles José Dirceu (PT) - acusado pelo Ministério Público de ser o "chefe da quadrilha".

O caso de Jaqueline Roriz é outro exemplo: mesmo flagrada num vídeo de 2006 recebendo propina desviada do governo do Distrito Federal para pagamento a aliados (em troca de apoio), ela foi absolvida pelos colegas da perda do mandato, no último dia 30. O entendimento foi de que ela não deveria ser cassada por fatos anteriores ao cargo assumido em janeiro.


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"A Câmara perdeu a grande oportunidade de se mostrar ética. Quer dizer que a pessoa pôde ser corrupta até antes do mandato, mas depois deixa de ser? Nunca ouvi falar de ex-corrupto; existe ex-mulher, ex-presidiário, mas ex-corrupto não", criticou Jovita Rosa.

CONSELHO DE ÉTICA

Na opinião do presidente do Conselho de Ética da Câmara, o deputado José Carlos Araújo (PDT/BA), só mesmo a ampla mobilização popular pode pôr fim ao voto secreto - que, na opinião dele, só deveria valer para a eleição da Mesa Diretora da Casa ou para derrubar vetos.

"No dia em que o voto secreto acabar, todos os deputados terão de prestar contas ao eleitorado. Mas hoje, com tantos processos e escândalos, não dá para dizer que uma mudança será fácil. Teremos um caminho difícil e comprido a ser percorrido", considera Araújo.

Para o deputado, o cenário da impunidade só será vencido quando a consciência da população também for transformada. "A coisa só vai mudar quando o eleitor passar a cobrar o compromisso do voto aberto como plataforma de campanha. Não será fácil", lamentou.

VOTO ABOLIDO NO ES
Na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o voto secreto foi abolido em julho de 2007, por meio de uma emenda constitucional. Para o atual presidente da Casa, Rodrigo Chamoun (PSB), já não há espaços para que os votos sejam escondidos da sociedade. "O fim do voto secreto significa transparência; as posições ficam às claras. O voto em sigilo só me remete à tentativa de camuflar posições, sem aspecto positivo algum", ponderou.

Em Brasília, o deputado Ivan Valente (PSOL/SP) solicitou, na última semana, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim do voto secreto voltasse ao plenário. O texto se arrasta desde 2001 e precisa ser aprovado em segundo turno para valer. Nos últimos três anos, o projeto entrou na pauta por 136 vezes, mas nunca foi votado.

Os regimentos internos da Câmara dos Deputados e do Senado definem algumas situações em que o voto secreto é válido, como indicação de embaixadores e casos de cassação, por exemplo. Isso não é justificativa para que o voto de alguém que está no poder em nosso nome se justifique como sigiloso. Não há razão de ser para ele. São prerrogativas muito pequenas diante do que se pode esperar de um legislador. É um gesto descabido, feito notoriamente para que a opinião fique desconhecida da população. Se os deputados e senadores votam em nosso nome, como nós, que somos a sociedade, ficamos sem o direito de saber o que eles pensam? É importante frisar que esses regimentos só serão modificados a partir do momento em que os políticos se sentirem pressionados. Afinal, essas mudanças enfrentam resistências muito grandes; há interesse em se deixar esses votos na escuridão. O caminho para a mudança é sempre o mesmo: mobilização e organização. As ONGs e entidades organizadas têm que

ESTÁ NA LEI
Segredo para quê?

ObrigatórioDe acordo com a Constituição, o voto será obrigatoriamente secreto para aprovação prévia, pelo Senado, da escolha de magistrados, Ministros do Tribunal de Contas da União, presidente e diretores do Banco Central e Procurador-Geral da República, entre outros cargos previstos em lei.

CassaçãoO voto em sigilo também é determinado para aprovar a exoneração do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato, deliberar a respeito de flagrante de crime inafiançável praticado por deputados ou senadores, ou ainda, quando estiver em jogo a perda de mandato de parlamentares. A derrubada do veto presidencial também requer voto secreto.
fazer valer sua voz. Caso contrário, políticos não se sentirão ameaçados e jamais haverá, de fato, qualquer mudança.

"VOTO SECRETO É DESCABIDO"Cláudio Abramo - Diretor da Transparência Brasil

Os regimentos internos da Câmara dos Deputados e do Senado definem algumas situações em que o voto secreto é válido, como indicação de embaixadores e casos de cassação, por exemplo. Isso não é justificativa para que o voto de alguém que está no poder em nosso nome se justifique como sigiloso. Não há razão de ser para ele. São prerrogativas muito pequenas diante do que se pode esperar de um legislador. É um gesto descabido, feito notoriamente para que a opinião fique desconhecida da população. Se os deputados e senadores votam em nosso nome, como nós, que somos a sociedade, ficamos sem o direito de saber o que eles pensam? É importante frisar que esses regimentos só serão modificados a partir do momento em que os políticos se sentirem pressionados. Afinal, essas mudanças enfrentam resistências muito grandes; há interesse em se deixar esses votos na escuridão. O caminho para a mudança é sempre o mesmo: mobilização e organização. As ONGs e entidades organizadas têm que fazer valer sua voz. Caso contrário, políticos não se sentirão ameaçados e jamais haverá, de fato, qualquer mudança.

"A corrupção se transferiu para dentro do parlamento"
Coordenadora da bancada federal capixaba, a deputada Rose de Freitas (PMDB) considera que a não cassação de Jaqueline Roriz trouxe um prejuízo ético para todo o Congresso. "Os erros dela estavam filmados e documentados. Ao valer-se do voto secreto para encobrir tudo isso, a corrupção se transferiu para dentro do parlamento. O Congresso foi omisso", criticou Rose.

Dinheiro do mensalão do DEMCaixa 2A deputada admitiu que os R$ 50 mil recebidos em 2006 vinham de "recursos não contabilizados" na campanha dela em 2006.

LivreEram necessários 257 votos para cassar o mandato de Jaqueline Roriz, mas o placar final registrou só 166. O processo foi arquivado.

STFDenunciada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel (foto 3), por crime de peculato, a deputada tem até 17 de setembro para apresentar defesa no Superior Tribunal Federal.

VídeoEm campanha pela Câmara do DF, Jaqueline (foto 1) foi filmada recebendo R$ 50 mil de Durval Barbosa, delator do "mensalão do DEM". De acordo com o Ministério Público, o desvio de recursos era para enriquecimento pessoal do ex-governador José Roberto Arruda (foto 2), e para o pagamento de propina à base aliada.

Fonte: A Gazeta

 
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