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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Uma só carne.

A dificuldade maior em entender esse texto, é porque muitos têm um conceito sobre vida conjugal que estão focados no fato que: experimentar a felicidade conjugal é um estado de ser intenso em função das atitudes da pessoa em corresponder cem por cento de todas as expectativas relacionadas ao casamento.

Todos querem e desejam a pessoa certa, mas não entendem que precisam ser a pessoa certa. Esse texto se refere à construção no processo de ser uma só carne; não a um estado de felicidade perpétuo, isso porque, a simples copula dentro do conceito de Paulo, já os tornava uma só carne. “Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse dois numa só carne.” (1Co 6:16).

As interpretações dos sentimentos dos namorados levam a duvidas e questionamentos após o casamento porque muitos pensam que o fato de estar apaixonados é a única razão de estar e permanecer casados. O que chamamos “estar apaixonado” é um estado de graça onde os olhos são abertos para a beleza física, os ouvidos as melodias e poesias, despertando os sentimentos mais nobres e ao mesmo tempo subordinando nossa sexualidade animal (pelo menos no começo) nesse sentido, o amor vence a luxúria, pois estar apaixonado é bem melhor que a sensualidade do prazer da carne pela carne, como um desejo egoísta e mesquinho.

Nenhum sentimento dura para sempre na sua intensidade. A paixão nos leva ao casamento, como uma ignição que faz movimentar a maquina do desejo de esta sempre com a pessoa escolhida todos os momentos da vida, mas a paixão por si não pode se tornar o motor que vai dirigir a vida conjugal, isso porque, a paixão é apenas um sentimento.

Aquela ideia dos finais de filmes “e foram felizes para sempre” está dizendo algo que provavelmente nunca foi e não será a verdade. Conhecimentos princípios e hábitos podem durar sempre, mas os sentimentos vão e vem. O que vem a seguir após a paixão é que vai determinar a ser verdadeiro, mesmo quando deixar de estar apaixonado. Ninguém pode prometer o mesmo sentimento por toda a vida, da mesma forma como não poderia prometer ter dor de cabeça ou fome sempre.

A ideia que estar casada é um estado permanente de felicidade não corresponde com a realidade de ninguém. Cumprir a promessa que fiz com pessoa que escolhi para companheira diante de Deus é que começa o processo de tornar-se uma só carne com ela.

Um casal tomava café da manhã no dia em que completavam Bodas de ouro. Como de costume, ela corta o pão, tira o miolo, passa manteiga, e pensa:“Sempre deixo ao meu esposo a melhor parte do pão, o miolo. Hoje, no nosso aniversário de casamento, vou eu comer essa parte, pois é a que mais gosto, e darei a ele a casca”. Ao oferecer a ele a casca, a reação dele foi de alegria: “Puxa, querida, obrigado por esse presente. A parte do pão que mais gosto de comer é a casca, mas todo o dia deixa você para que você saboreie o melhor que é o miolo.” Eu creio que esse casal alcançou o objetivo de se tornaram uma só carne. Ser uma só carne é ser e desejar sempre o melhor para a pessoa que eu amo.

É o amor que mantém a maquina do casamento ativa; quem suportaria viver a intensidade de uma paixão romântica o resto da vida? O que seria das amizades, do trabalho, do apetite, do sono? Ser uma só carne é aprender a amar, não como mero sentimento fugaz, mas como uma unidade pela graça que os parceiros recebem de Deus de viver com a incoerência do outro. Estar “apaixonado” leva o casal a jurar fidelidade um ao outro; o estar “apaixonado” não passa da ignição que deu partida numa intensa viagem de tornarem-se uma só carne.

Por
http://www.minacq.com.br/umasocarne.html


Onde Está Jesus Durante a Tempestade?

O mar da vida às vezes se enfurece com grandes ondas que quase nos engolem. Os ventos atacam com muita força, nos arrastam para longe, para alto-mar onde é mais escuro e longe do socorro de quem está na praia. Ficamos apavorados, e nos perguntamos: Onde está Deus?

O texto de Marcos 6:45-51 conta um episódio fantástico da trajetória de Jesus na terra. Ele despedia a multidão (que viveu o milagre da multiplicação de pães e peixes) e pediu que os doze entrassem em um barco e fossem para a outra banda do mar, onde Ele os encontraria. Despedida a multidão, Jesus subiu o monte para orar. Enquanto isso, os discípulos, já no meio do mar, enfrentavam um forte vento que dificultava a travessia. Gostaria de compartilhar algumas lições contidas nesse trecho.

Jesus ordenou que os discípulos fossem antes dEle para o outro lado do mar (v45). Na nossa caminhada cristã, muitas vezes o Senhor também nos ordena fazer algo sozinhos. Mas por que sozinhos? Primeiro, Ele só irá fazer isso quando já tivermos condições de irmos, quando a Palavra já foi ministrada, quando fomos alimentados o suficiente, quando recebemos a unção. Ele nunca irá mandar alguém despreparado fazer algo sozinho, seria sentenciar essa pessoa à morte. Segundo, Ele nos manda fazer algo sozinhos porque, tendo nos ensinado, é hora de exercer a fé. Os discípulos já tinha recebido autoridade e já tinham visto vários milagres; era hora do exercício.

O vento começou a atacar o barco, deixando os discípulos cansados. Além disso, era noite e eles já estavam muito distantes da praia, pois a Bíblia diz que era tarde quando Jesus foi sozinho orar e os discípulos estavam já no mar. Provavelmente algum deles pensou que iriam morrer ali; outro talvez questionou onde estaria Jesus, se Ele já estaria do outro lado, ou se Ele viria socorrê-los. Pode ser que outros ainda nem se lembraram dEle. Porém – não sei como – Jesus os via de longe (v48). Durante as tempestades que nos assolam muitas vezes pensamos que ninguém está vendo o nosso sofrimento. Nos sentimos sós, abandonados, sem esperança. Mas Jesus nos vê!

Jesus viu que a sua dificuldade para remar era por causa do vento, “que lhes era contrário”. Os ventos que vêm contra nosso barco torna mais difícil vencermos o mar. É o vento que forma as grandes ondas e empurra o barco na direção oposta da que ele precisa ir. É o vento que leva o barco para mais longe da margem. Porém, Jesus via todo o esforço deles.

O Mestre então desce e vai se encontrar com eles andando sobre as águas. Ao invés de se alegrarem e ficarem em paz, o pavor dos discípulos aumentou, pois eles “cuidaram que fosse um fantasma” (v 49). A Bíblia afirma que a intenção de Jesus era “passar-lhes adiante” (v 48)– creio que para ir à outra margem – e pode ser que isso tornou a ideia de ser um fantasma mais viva para eles. Muitas vezes a situação está tão difícil e por causa da falta de fé, sempre achamos que as coisas vão piorar e gritamos desesperados. Não reconhecemos Jesus que passa por nós por causa da nossa inquietação.

Vendo o desespero dos homens, Jesus lhes diz: “Tende bom ânimo, sou eu, não temais” (v 50). E quantas vezes continuamos a gritar mesmo Ele tendo nos dito que é Ele quem está perto? Só mesmo o Senhor para nos dizer isso em tempos como esse. Ele pode nos dizer isso porque ao andar sobre as águas, provou que aquilo que nos traz medo está sob Seus pés. Seja qual for a tormenta ou o vento que atinge o nosso barco, tudo está sob o domínio do Mestre.

E por fim, o vento só se acalmou quando Jesus entrou no barco (v. 50). Não foi quando Ele ainda se aproximava, muito menos quando Ele os viu pelejar, mas quando Ele entrou no barco. Assim, aprendemos que a solução do problema só acontece quando Jesus se revela a nós e traz paz em nosso coração, e quando isso acontece, o vento se acalma automaticamente.

Ele nos diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Sl 46:10).

Leonardo



Leonardo é formado em Letras pela UFV-MG, leciona inglês (língua que ama desde criança) em um curso de idiomas, atua como líder de evangelismo e secretário da igreja onde congrega. Ele é louco por Jesus e pela Obra do Espírito Santo. “Viver em Deus sem limites” é o seu foco.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sexo oral e religião

Sexo oral e religião

"Sou evangélica e queria saber se é errado fazer sexo oral com seu namorado antes do casamento"

Recebi essa pergunta e notei que tenho muitas leitoras religiosas. Sexo e religião têm uma dificuldade imensa em conviver pacificamente, mas isso não é culpa da religião, mas sim das pessoas.
Religião é algo que deve nos fazer sentir seguros, amparados. Acreditar em Deus deve trazer força para que a gente consiga ultrapassar os problemas do dia a dia sentindo que tem alguém dando um empurrãozinho.
As pessoas transformaram Deus em um cara malvado, que deixa todo mundo de castigo se não fazemos o que ele quer. Mas isso é uma coisa que as pessoas criaram não as religiões.
E uma das proibições religiosas é o sexo antes do casamento. O sexo é tratado como um pecado, um problema. Algumas religiões dizem que o sexo deve ser feito apenas para reprodução e depois de casados, então você não vai poder se divertir. Só vai poder transar se quiser ter filhos. E sexo oral é proibido, assim como anal, afinal você não vai engravidar, vai?
Em algum momento as religiões notaram que estavam perdendo adeptos por causa dessas regras e então começaram a deixar as coisas mais maleáveis. Um exemplo disso são os filmes pornôs religiosos, pole dance para Jesus, sex shop para casais religiosos e swing gospel.
Voltando à pergunta: é certo? É errado? Sexo oral antes do casamento pode?
Nada é errado se sua consciência diz que está tudo bem. Você está se respeitando e respeitando as pessoas com quem convive? O que você está fazendo vai machucar, magoar ou prejudicar alguém? Se as respostas forem não, está tudo bem.
O que você deve pensar é se você tem vontade de fazer sexo oral no seu namorado, e isso vale para antes ou depois do casamento. Você só deve fazer o que sente vontade. Não é sua obrigação fazer sexo, assim como não é proibido fazê-lo em nenhum momento da vida.
De que adianta você não fazer nada, mas pensar nisso o dia inteiro? Fantasiar mil coisas, pensar em sexo, sonhar com isso... Tudo isso se compara ao ato. O que importa é o que está dentro de você, e não apenas seus atos. Não adianta interpretar a ingênua no dia a dia e ter a cabeça cheia de "assuntos adultos". Você deve ser quem você é de verdade.
É importante lembrar que qualquer tipo de sexo é sexo — e isso inclui masturbação -, então se você resolver seguir as normas religiosas que sua crença impõe é hora de cortar todas essas coisas da sua vida - incluindo pensar no assunto.
E se você escolher não fazer, seu gato deve respeitar sua decisão. Se ele pressionar dizendo que isso é prova de amor, sabe o que você deve fazer? Provar seu amor a você mesma e dar um belo pé na bunda dele.
A decisão e a consciência são suas. O momento certo é você quem decide; não sou eu, nem a religião. Deus não é um cara mau, ele é uma energia de amor e coisas positivas. E o inferno é a gente quem faz. ;)

Por
Carol Patrocínio | Preliminares

Quais doenças podem ser transmitidas pelo sexo oral?


A resposta para a pergunta que dá título ao texto de hoje é simples: MUITAS! Pode parecer besteira, mas recebo muitos e-mails perguntando se sexo oral transmite doenças e algumas pesquisas comprovam que essa dúvida é recorrente e perigosa.

Em 2010, a ginecologista Maria Eugenia Caetano liderou uma pesquisa sobre sexo e chegou a conclusão de que, naquela época, 59,8% dos universitários nunca usavam camisinha para fazer sexo oral. Ok, isso você já imaginava, porém o dado mais assustador é esse: 48,6% dos bonitinhos que não usam proteção não sabiam dos riscos de contágio.
Combinando os dados dessa pesquisa com uma outra, do mesmo ano, feita na Universidade de Alberta, no Canadá, o assunto fica ainda mais importante. Esse segundo estudo diz que a relação com o sexo oral mudou e tornou-se uma escolha feita pela mulher – antes era apenas uma maneira de agradar o parceiro. Durante o estudo, 30% das mulheres disseram que se sentiam poderosas quando faziam sexo oral.

Ok, tudo lindo, né? Sim, tudo seria lindo se não fosse um outro dado desse estudo: 82% delas não usa preservativo. Se o número de pessoas fazendo sexo oral aumenta e o número de pessoas que não usa preservativo nesse momento não cresce, temos um problema enorme.

Para mudar isso, resolvi te dar uma ajudinha. Cada vez que você for colocar a boca nas áreas baixas de alguém lembre-se dessa listinha abaixo e previna-se!

Quais doenças podem ser transmitidas?
Todas as DSTs podem ser transmitidas pelo sexo oral. As mais comuns são HPV e herpes, que dependem apenas do contato com a pele. Além delas há outras doenças que podem ser transmitidas pelas secreções corporais. Você deve se lembrar delas do tempo de escola, são aquelas que ninguém queria ver as fotos nos livros didáticos: clamídia, gonorreia, sífilis, hepatite e, claro, AIDS.

Cospe ou engole?
Se você decidir que não vai mesmo usar o preservativo e prefere se arriscar, tudo bem. Aí você fica com o dilema de cuspir ou engolir o sêmem, certo? Tantos faz. Eles vai levar as mesmas DSTs para seu corpo. Se você tiver uma afta, corte ou machucadinho na boca, então, os riscos de ser contaminada são enormes.

Como se proteger?
Se você vai fazer sexo oral em um pênis, basta usar preservativo. Você pode escolher com gostinho, cheiro de frutas e sem lubrificante. Os sex shops têm todas essas opções e você pode se divertir bastante em uma visita.

Se você vai fazer sexo oral em uma vagina é um pouco mais complicado, mas nada que faça o esforço não valer a pena – mulheres gostam de receber sexo oral. Você pode cortar a base de uma camisinha, cortar o sentido do comprimento e transforma-la numa folha protetora. Aí é colocar sobre a vagina e divertir-se.

Há quem diga que filmes plásticos – aqueles usados para embalar alimentos – são uma boa opção, mas como a película é muito delicada, as chances de furar são maiores e você ficaria exposto.

Você tem alguma dúvida sobre sexo? Manda para mim no preliminarescomcarol@yahoo.com.br e siga-me no Twitter (@carolpatrocinio).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Que Aprendemos da Morte de Crianças Inocentes?

14 de dezembro de 2012, Newtown, Connecticut, EUA (uma pequena cidade no mesmo país e 800 quilômetros distantes da cidade onde eu nasci) - mais uma vez, a crueldade de uma pessoa nos últimos minutos de sua vida deixou pessoas ao redor do mundo lamentando e tentando fazer sentido de algo incompreensível. Nos dias depois de um homem entrar num colégio e tirar a vida de mais de 25 pessoas, 20 delas crianças pequenas e totalmente indefesas, eu, como muitos outros, tenho acompanhado notícias e refletido sobre algumas implicações destes homicídios.

A crueldade naquele colégio não é um argumento contra a existência de Deus, nem contra sua bondade e sabedoria. É comum ouvir alguém citar tais casos para dizer que não seja possível acreditar na existência de um Deus que permitiria tamanho sofrimento de crianças inocentes. Mas, antes de aceitar esse raciocínio, devemos lembrar-nos de alguns fatos expostos aos homens desde antiguidade. O fato de que Deus nos criou à sua imagem (Gênesis 1:27), capazes de amar (1 João 4:7-8), significa que ele nos deu a capacidade de fazer o bem ou fazer o mal (Deuteronômio 30:15). Sem esta liberdade de escolher (e sabemos que a liberdade em todas as esferas é supervalorizada), os seres humanos nada mais seriam que robôs programados para fazer tarefas. Deus nos deu a escolha - amar ou odiar, obedecer ou se rebelar, seguir ou fugir. Não há culpa no Deus que nos deu opções, e sim nas pessoas que escolhem fazer o errado. Os crimes naquele colégio são argumentos a favor da obediência aos princípios que o Senhor revelou nas Escrituras. Alguém que imita o amor de Deus jamais faria o que aquele assassino fez. Oremos pelo consolo das famílias, e busquemos nosso próprio arrependimento de todo e qualquer pensamento contra a vontade do nosso Criador.

Crimes como a matança em Newtown não serão prevenidos com curativos políticos. Com todo o respeito pelo presidente dos EUA, a solução não se encontrará em reuniões de profissionais de psiquiatria e professores em escolas onde é praticamente proibido falar sobre Deus. Embora eu nunca tenha possuído arma de fogo, nem participado de nenhum movimento a favor deste “direito”, também tenho certeza que o problema não será resolvido fazendo novas leis restringindo o acesso às armas. O problema não está no dedo que puxa o gatilho, e sim no coração que contempla o homicídio (Mateus 15:18-19). Uma ferida profunda não será curada com um tratamento superficial.

O problema é que muitos nos EUA, do presidente para baixo, não querem a única resposta verdadeira ao problema: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Miquéias 6:8). O que valem discursos de um presidente em cultos ecumênicos sobre a proteção de crianças quando os fundamentos da política deste presidente e de muitos outros líderes fazem de tudo para negar a muitas crianças o direito de nascer? Choramos por estas 20 crianças mortas num ato de crueldade inimaginável. Não consigo nem compreender a dor das famílias, e realmente tenho dó de todas elas. Mas choramos pelas outras 4.000 crianças mortas no mesmo dia no mesmo país com a bênção do partido do presidente e de pouco mais de 50% da população norte americana? Se a "Pax Americana" está se acabando, não é por causa de terroristas islâmicas, nem comunistas chineses, é por causa da podridão que vem de dentro. Salomão declarou há 3.000 anos: “A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos” (Provérbios 14:34).

É triste observar que muitos dos países que imitam e outros que odeiam os EUA compartilham da mesma podridão. O problema não é político, nem econômico, nem militar, nem psicológico, embora pode se refletir em todas estas esferas e outras. O problema do país onde nasci é o mesmo do país onde moro, que é o mesmo do meu próprio coração cada vez que permito um pensamento contrário à perfeição de Deus: o pecado mata! Como precisamos de líderes, e como nós mesmos precisamos ser, como o homem que entrou no templo de Deus e “estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lucas 18:13).

–por Dennis Allan

O Presente Perfeito

A cena se repete na virada de todo ano. Em lojas e shoppings ao redor do mundo, nos últimos dias de um ano e os primeiros do próximo, formam-se longas filas para devolução e troca de presentes. Tamanho errado. Não gostou da cor. Já tem um igual. Veio com defeito. Os motivos são diversos, mas as filas nos lembram da dificuldade em achar o presente perfeito.

Quando dias especiais, como aniversários de nascimento ou de casamento, se aproximam, gosto de brincar com a minha mulher sobre o presente que pretendo dar. Já falei inúmeras vezes sobre uma boa furadeira elétrica de 3/8". E como seria a reação dela se eu realmente comprasse este presente? Sei que deve ter uma certa porcentagem da população feminina que acharia legal este presente, mas depois de mais de 30 anos de casamento posso afirmar que a minha mulher não faz parte desta minoria! Todos os meus argumentos entusiasmados sobre a utilidade deste “presente perfeito” seriam refutados com uma simples observação por parte dela: “Pode ser um presente bom para você, mas não é para mim”.

Como que posso escolher o presente perfeito para a minha esposa? Terei de ouvir as dicas que ela dá (e homens, prestem atenção, porque elas dão as dicas, e cabe a nós lembrar delas nas horas certas). Só pelas palavras dela que vou descobrir o perfume certo ou a cor de roupa que ela quer. Para saber como agradar a minha mulher, eu preciso ouvir o que ela diz.

E para saber como agradar a Jesus? A mesma abordagem não seria correta neste caso também? Se eu quiser dar um presente agradável ao Senhor, terei de ouvir as suas palavras!

Quando comparamos as práticas religiosas atuais com a simplicidade do serviço ao Senhor no Novo Testamento, dá para perceber que muitos dos presentes dados ao Senhor não passam de furadeiras que ele nunca pediu. O mundo religioso é dominado por um egoísmo que deixou para trás o conceito de verdadeira adoração e adotou uma filosofia de entretenimento. Pessoas escolhem participar de uma igreja ou outra, não porque a doutrina é bíblica e o serviço a Deus, reverente, mas porque se identificam com o ambiente, gostam da música, acham o pregador eloquente ou, pior ainda, porque buscam algum benefício material. Mas conseguem manter as consciências tranquilas porque “estão na igreja” e estão falando de Deus. E ele poderia refutar as justificativas com uma simples observação: “Podem ser presentes legais para vocês, mas não foi isso que eu pedi”.

Para dar o presente perfeito para Deus, precisamos dar importância para as coisas que ele tem revelado nas Escrituras. Entre os fatos essenciais para a escolha do presente estão estes:

Deus merece a adoração e a obediência porque ele nos criou: “Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico. Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (Salmo 100:1-3).

Jesus merece nosso serviço e louvor porque ele se sacrificou para nos salvar. João viu o Cordeiro sacrificado pelos nossos pecados e ouviu a voz de milhões de adoradores dizer: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Apocalipse 5:12).

A adoração verdadeira começa com a entrega de si mesmo para o Senhor: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).

O amor ao Senhor se manifesta, não em dar para ele o que nós queremos dar, mas em obedecer a sua palavra, assim dando-lhe o que ele pediu! Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).

–por Dennis Allan



Quem Está no Volante?

A Bíblia está cheia de ensinamentos práticos que usam os acontecimentos do dia a dia para ilustrar e reforçar importantes verdades espirituais. As coisas que acontecem em nossas vidas e ao nosso redor, também, ajudam para compreender a vontade de Deus. Jesus frequentemente citava as experiências das pessoas que viviam numa cultura agrícola. Se ele estivesse na terra nos nossos dias, daria para imaginar suas mensagens cheias de ilustrações práticas das nossas experiências. Na nossa vida atual, as notícias do trânsito e de acidentes trágicos nas estradas fazem parte da vida. Vamos considerar duas lições práticas destas experiências.

Você confia em quem?

No dia 22 de dezembro de 2012, um homem em São Paulo pilotava em alta velocidade um carro modificado para aumentar seu desempenho. Perdeu controle, e o veículo bateu fortemente numa árvore. O motorista foi levado ao hospital em estado grave, e a mulher dele, passageira no carro, morreu na hora.

Facilmente pensamos em uma lição óbvia: pense bem quando coloca sua vida nas mãos de algum motorista. Mas as lições espirituais são ainda mais importantes. Quando confia em alguém para conduzir e guiar você na vida, tenha cuidado. Na esfera espiritual, há muito perigo em confiar em líderes que não conhecem ou não respeitam a vontade de Deus. Jesus perguntou: “Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco?” (Lucas 6:39).

Uma das principais influências na nossa vida é o cônjuge. Quando o marido ou mulher se mostra fiel ao Senhor, é uma tremenda bênção, como foi o caso de Áquila e Priscila (1 Coríntios 16:19; Atos 18:26). Mas quando um dos dois for rebelde contra Deus, a vida se torna bem mais difícil. Jezabel foi uma influência terrível na vida do rei Acabe (1 Reis 12:25). Ananias e Safira agiram juntos contra Deus (Atos 5:1-9). Abigail foi fiel, mas enfrentou muitas dificuldades por causa do marido mau (1 Samuel 25:3). Solteiros, na escolha do cônjuge, pensem bem! E quem já casou, lembre que cada um é responsável por sua conduta. O cônjuge pode ajudar ou impedir, mas não ficamos isentos da nossa responsabilidade de obedecer a Deus.

Reconhece o perigo que vem na contramão?

No dia 23 de dezembro de 2012 um micro-ônibus que havia saído de São Paulo levando trabalhadores para passar os feriados do fim do ano com suas famílias chegou a Parnamirim, Pernambuco quando um caminhão conduzido por um motorista alcoolizado veio na contramão e bateu de frente com ele. 11 das 14 pessoas que estavam no micro-ônibus nunca mais passarão férias com suas famílias.

Estamos caminhando para a eternidade. Devemos escolher o único caminho que leva à vida eterna na presença de Deus: Jesus Cristo (João 14:6; Mateus 7:13-14). Na contramão vêm as práticas, doutrinas e filosofias que nos levariam para a perdição. Se sair da pista certa, o resultado será desastroso. A contramão oferece a imoralidade, a idolatria, a astrologia, as filosofias vãs dos homens, o materialismo e muitas outras alternativas que levam seus seguidores para longe da salvação em Jesus.

A palavra de Deus serve para nos guiar para a eternidade, mas o Senhor deixa o volante sob nosso controle. Decidimos em qual pista conduzir a nossa vida. A decisão de confiar em outros para nos guiar é nossa, e deve ser tomada com muito cuidado. As decisões erradas podem ser eternamente fatais!

Quem está no volante da sua vida?

–por Dennis Allan



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Em Bateias, falar no celular só se for dentro do cemitério



Felipe Rosa

Celular facilita a vida de muitas pessoas, mas para quem mora em Bateias, uma localidade de Campo Largo, o aparelho é sinônimo de caminhada e dor de cabeça. Quem quiser utilizar uma das tecnologias mais populares hoje só entrando no cemitério. Para quem não tem coragem de ficar em meio aos túmulos resta tentar a sorte em frente ao portão.

“Os coitadinhos dos mortos que estão fazendo milagre para conseguir uma ligação para nós”, brinca com a situação a diarista, Eva Aparecida Santos, 35 anos.

E o uso do cemitério como ponto para fazer ligações é constante. O coveiro Marcelo Siqueira dos Santos, 37 anos, diz que ganhou companhia no trabalho com o aumento do número de celulares na região, mesmo que o sinal seja precário e praticamente inexistente, cada dia aprece um novo usuário e frequentador do cemitério. Os jovens e adolescentes são os maiores “clientes” de Marcelo.

“Antes eu era rodeado pelos mortos, agora sou rodeados pelos vivos. E você acaba ouvindo as conversas, e rindo dos assuntos. Sei da vida de muita gente aqui”, conta o coveiro, aos risos.

Marcelo também virou uma espécie de guia de sinal de celular. É ele quem orienta os moradores sobre os principais pontos para usar o aparelho e o trabalho começa cedo. “Abro o cemitério às 7 horas e já tem fila aqui. A meninada que estuda aqui ao lado fica esperando para usar o telefone e faz fila em frente ao túmulo número um, que é onde pega melhor o telefone”, conta Marcelo, que se diverte com as brigas dos casais de adolescentes. “Ele ficamos e desculpando porque têm que falar mais alto, gritar para o outro ouvir, Já ouvi cada coisa”, relembra o coveiro.

Mas há quem não goste de ficar entre os túmulos. A comerciante, Marina do Carmo Vichinheski Lovato, prefere ficar sem ligar se tiver de ir ao cemitério. “Não viu e nunca fui. Uso o telefone fixo se der ou não falo”, conta Marina.

A operadora TIM admitiu, através de nota, que seu sinal não está disponível na região de Bateias, mas que está analisando a possibilidade de ampliar o atendimento. “A TIM informa que não possui cobertura na localidade de Vila Bateias, um Distrito do município de Campo Largo - na região metropolitana de Curitiba - mas que vai analisar a demanda e verificar a possibilidade de desenvolvimento de estudos ao longo de 2013”, divulgou.

A operadora Claro não explicou a razão dos problemas na região, apenas afirmou que tem feito investimentos em melhorias. “A Claro informa que investe constantemente em qualidade e infraestrutura de rede, na região metropolitana de Curitiba, para oferecer aos seus clientes sempre os melhores serviços.”

A OI e a Vivo não atenderam às ligações da reportagem.

Usar o cemitério como ponto de uso de celulares virou uma grande brincadeira entre os moradores de Bateias, localidade de Campo Largo, mas também é um grande problema para todos da região. Quem não tem telefone fixo sofre também pela falta de orelhões.

A diarista Eva Aparecida Santos, 35 anos, teme pelos filhos. Ela trabalha na Rodovia Engenheiro Ângelo Ferrário Lopes e deixa os três filhos sozinhos na chácara onde mora.

“Lá não pega celular, não temos telefone fixo e nem orelhão e preciso caminhar meia hora para chegar até lá. Se acontecer alguma coisa, como vamos fazer para avisar ou socorrer?”, questiona.

O jovem Márcio Rosa dos Santos, afastado por invalidez pelo INSS, sabe bem o que é precisar de um telefone e não encontrar nenhum por perto. Há alguns anos, ele sofreu um acidente de moto e ficou por horas esperando pelo socorro. “O celular não tinha sinal e o orelhão não funcionava. Minha mãe teve de andar um tempão até conseguir chamar uma ambulância. Fiquei cinco dias na UTI”, relembra Márcio.

Os comerciantes lamentam não poder vender mais. Uma torre que gerasse bom sinal aumentaria a procura por recargas de celular.

“Venderia mais. Toda semana eu recebo recarga, mas se tivesse a torre seria muito melhor”, explica Marina do Carmo Vichinheski Lovato, que oferece cartões de todas as operadoras.

E não são apenas moradores da região que são afetados. Turistas, viajantes e trabalhadores que prestam serviço em Bateias são diretamente atendidos. “Já perdemos serviço porque o telefone não pega aqui”, lamenta Maycon Talamini, 22 anos, técnico em mecratônica, que está prestando serviços na região com o amigo Luiz Henrique de Ávila Sabino, 19 anos.


Você usaria esse banheiro com paredes transparentes?



No térreo, vaso fica à vista dos passantes. Foto: José Aldinan/Gazeta do Povo.

No apuro, o leitor diria que até usaria esse banheiro com vidros transparentes.
Pois bem, os banheiros que têm paredes transparentes azuis são do novo Conservatório Dramático Musical Maestro Paulino Martins Alves.

O prédio pertence à prefeitura de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no Paraná. A obra custou aos cofres públicos cerca de R$3,5 milhões.

O problema é que o vaso sanitário fica completamente visível aos passantes no andar térreo do prédio, que fica no centro da cidade. O banheiro indiscreto está causando polêmica entre os pontagrossenses.

Com informações do repórter Derek Kubaski, especial para a Gazeta do Povo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Coritiba está entre as 200 equipes mais valiosas do mundo

Pesquisa da Pluri Consultoria apontou que o Coritiba é o 13a equipe mais valiosa do Brasil e tem um dos elencos 200 mais valiosos do mundo. A empresa fez a separação por países e uma lista global, avaliando o valor do elenco dos clubes.

O Coxa foi a única equipe paranaense que ficou na lista dos 200. No Brasil, apenas as 12 equipes consideradas grandes ficaram a frente da equipe do Alto da Glória: Santos, São Paulo, Fluminense, Corinthians, Atlético-MG, Internacional, Grêmio, Flamengo, Cruzeiro, Vasco, Botafogo e Palmeiras seguem na ordem.

Segundo o estudo, o valor do elenco do Coritiba subiu 5% em 2012, com o grupo alviverde avaliado em 29,9 milhões de euros,

No ranking mundial, os três primeiros clubes são Barcelona e Real Madrid, ambos da Espanha, seguidos pelo atual campeão inglês, Manchester City. O Brasil tem duas equipes entre os cinqüenta primeiros: Santos, que está em 35º (ficou em 27º em 2011), e o São Paulo, 39º, que em 2011 havia ficado em 56º.
Por
Bem parana

 
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